terça-feira, 19 de abril de 2016

Apago, afago, trago


Apagadas sejam tuas dúvidas acerca de mim.
Agora que surgem à tona, essas minhas palavras,
Essas todas minhas palavras, que não podem ser ditas
Nem escritas, nem vistas, porque sequer existem...
O fato é que eu não sei:
Se não posso falar, o que hei de fazer?
Que malfadada sina é essa de não poder
Expelir, girar, gerir, gritar e ainda assim, sorrir?
Tão frágil quanto esse afago,
Esse adágio, esse olhar, esse encanto
É de loucos que eu te ame tanto,
E nem saiba por onde começar a esquecer.
Trago acesso um cigarro,
Achando que o mundo foi feito pra nós:
Outra ilusão, e nas cinzas ainda há fogo,
Louco, em esperas, rapidamente apagadas.

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