sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Pianosofia

Me musicio, em devaneio e insanidades, afim de dançar com deuses, E vejo: música e meus demônios em embate,
Fagulhas, farpas, ilusões, amores, culpa, sina!
Ouvir que acalma, na horda da insanidade bruta, brota a consciência, uma ciencia de ser alma, e não corpo!
Desperta, para a insensatez das medidas, preceitos e preconceitos,
Eleva, de leve transporta para o entender de viagens, sonhos delírios,
Questiona: em que tempo estaria o tempo que te mede, ó vida?
Cordas, arcos, tempo, Iluminando o espaço,
Sílabas, letras, vozes, em vezes alternadas, magicamente engendradas, estrategicamente posicionadas, tecnicamente osquestradas para levar ao longe,
Bordear infinitos! Caminhar em nuvens!
Encontrar estrelas! E não só: são elas capazes de iluminar o escuro tanto quanto suficiente, para driblar os olhos, a enxergar o profundo, o soberano cinza da queda livre! Torturando encantos! Exclamando dores! Renegando amores!
Ela, tão soberana criação! Tão superior criatura! Fez criador e causa abraçarem-se como se fossem dois.
A música, tão ente, tão gente, tão entre tudo, tão sobre nós como mágico manto de salvação...
Aos que sob ela se pôe, dá afeto, frio, afago, angústia, sonho, pesadelo, coragem e terror, saber e esquecer, amor e mar, calor e dor.

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