segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Caríssima


Tire o seu dedo da minha cara, 
Ou com a sutileza da minha foice
Eu tiro os dedos da sua mão.

Tire o seu dedo da minha cara, 
Ou sinta os dentes da minha boca
Que eu não sou de ferro, não.

Tire o seu dedo da minha cara, 
Já sou feita de gana e grito
E não estou aqui em vão.

Tire o seu dedo da minha cara, 
Quem me prova em geral se engasga 
Já que minha poesia não é feita de pão.

Tire o seu dedo da minha cara
E não pose como se eu precise
De ser feliz com sua permissão.

Tire o seu dedo da minha cara.
Ou como sempre, te ignoro
E me levo, minha cara, pra bem longe do teu senão.

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