sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Não volte

Gostava de confiar em ti. E não confio. Gostava de gostar de ti. E não gosto. Gostava de gostar de mim, e não gosto. Não porque desconfio, não desconfio! É de antes... Não porque não gosto, até gosto! É de antes! Ou de depois. De depois de ter confiado tanto, e não houve, depois de ter gostado tanto e não tido. Deixei de sentir coisas, e não deixei, só deixei de sentir coisas certas, imutáveis, confortáveis, amáveis. Hoje em dia, são as ruas que me atravessam, são as praças que passam por mim, a falta de lua me persegue, a tempestade que andava dentro de mim, escorreu pelos olhos e só o vazio ficou... 
Entro em mim com a ânsia de achar o que saiu... Entro demais e nunca me encontro... Já não quero sair, tanto faz! Fico aqui, em mim, até que eu me perdoe.


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