segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Morreste-me. Desamo-te

Morte dentro de mim. Morreste e não fui eu quem matou-te.
Impossível. Não. Não aceito. Não entendo. Não posso com isso.
Permiti que entrasses e só a mim caberia decidir até quando ficarias.
Mas se pedisses, deixava-te sair... Nunca foste prisioneiro dentro deste peito...
Decidiste-te pelo tipo de morte mais cruel, pouco a pouco matando todos os gestos que abriram meu peito, minando as palavras que puseram-te cá dentro, povoando de gente estranha o pensamento que alimentava-te de afeto...
Foi por pouco que não abortei-te: doía-me o ventre cada desejo que não me incluía...
Por fim, puseste fim: da agonia que sentias por fazeres parte de mim só resta a agonia que vela teu cadáver.
Aqui jaz o que senti por ti.
Morreste-me.
Mataste-te.
Enfim, desamo-te: podes morrer a vontade.

Um comentário:

  1. Me atrevo a não corrigir eventuais colocações gramaticais incorretas, não por preguiça, mas porque assim pensei, e se escrevi errado foi por pensar errado! Prometo estudar da próxima vez, desta, passa! Rsrsrsrs

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