quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ora, Seu Zé!


Olha, Seu Zé, vamos imaginar uma coisa, 
Daquelas que toda a gente gostava que acontecia um dia: 
Tu ter direito a um pedido, que lhe fosse sem perguntas nem acaso, totalmente concedido! 
Vamos imaginar que por uma ou por outra eu fosse essa guria, a tal guria escolhida pra passar por essa vida contando com tal regalia: 
Meu pedido um só seria, mesmo que muitos fossem possíveis [mas disso tu já sabias], e mesmo sendo um só, mais do que tudo me faria! 
Esse desejo, se fosse concedido, muito bem se pareceria com um domingo que chove devagarinho dentro da gente, sem ter hora pra acabar, 
Faria bem como viagem curta, faria borboletas no céu da boca, faria motivos pra viver a eternidade, faria bem como a promessa de liberdade, faria tudo ganhar colorido, faria da certeza um dom, faria nascer de todo sentimento um som... 
O pedido assim seria: ser amada sem medida, sem conta de nada, nem de ninguém, nem das tantas consequencias que toda ação sempre tem... Porque
de tanto que desejei soube agora [nem bem sei], que mesmo sendo impossível essa história de desejo concedido,  não tem nada de descabido gostar de acordar acompanhada de um sorriso, não tem nada de impossível desejar sempre ser bem quisto, não tem nada de imortal em desejar ser infinito, mas tudo vale de nada se tu não desejar o amor! 

Um comentário:

  1. Show, Cecil!!

    Gostei do "tantas consequencias que toda ação sempre tem... ". Só é verdade...

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